Izabella Pavesi

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Textos

Minha Mente


Amiga, inimiga,
Traiçoeira e querida.
Cheia de escárnio
A zombar de meus belos
E relutantes ideais.

Raposa esperta
Que me espreitas,
Com olhos rindos, a bajular
Das más lembranças
Que eu quero apagar.

Trouxestes-me a visão amarga,
A imagem nítida e dolorosa,
De tantas cenas insanas,
Que, em vão, tento espanar;
Hei sempre de me cuidar.

Afastei, de meus olhos, esta vil imagem,
Retrato amargo, sádico e perverso,
A fazer de meus sonhos, pesadelos,
De meus sorrisos lábios, mudos.
A transformar grandes olhos em ilhas
Desertas e vazias, distantes, longínquas.

Hei sempre de te censurar!
Por não me poupares a escolha,
Nem me perguntares,
Apenas me apresentares
O que gravastes ao longo dos anos.
És causa de tantas tristezas minhas...
Em belos momentos aparecestes
Com tuas negras faces, hediondas.

E lutei e relutei contra ti.
E ora te venci, e ora te cedi.



_____________Izabella_________________


(Primeira poesia publicada em 1977, quando uma disritmia cerebral quase me enlouqueceu de vez).
Izabella Pavesi
Enviado por Izabella Pavesi em 02/01/2007
Alterado em 22/01/2010


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